1.11.2013

1.06.2013

12.21.2012

ao vento - canções portateis

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Bis do show Canções Portáteis, realizado na Palavraria - Livros e Cafés, em 08/12/2012. Composição do Pablo Lanzoni (voz e violão), com participação da Suelena Borges no piano e vocal e eu no guitarrón e vocal. Os barulhinhos ao fundo é do microondas da cafeteria, local donde a Janaína estava gravando. Ah! Aguardem o retorno do show em mini temporada no Meme Santo de Casa - Espaço Cultural em janeiro.

12.03.2012



Alexandre Vieira (violão, ukulelê, voz e composições)
Pablo Lanzoni (violão, voz e composições)
Suelena Borges (teclado e voz)

Apresentam

CANÇÕES PORTÁTEIS
em versões de apartamento


08 de dezembro de 2012, 18h
Palavraria - Livros e Cafés
(Vasco da Gama, 165, Porto Alegre/RS)

Entrada Franca!
 


Canções Portáteis – em versões de apartamento, marca a estréia do trio de músicos, cuja proposta é apresentar canções autorais, que em sua maioria, até o presente momento, só puderam ser escutadas em ambientes privados, restritos a um círculo doméstico. Esta peculiaridade marca, por sua vez, elos sutis entre as composições e define uma sonoridade intimista e reflexiva. O Conceito de portabilidade surge a partir das possibilidades de mobilidade que a formação possibilita. Alexandre, assim, comenta: “percebemos que o fato dos três cantarem e tocarem instrumentos harmônicos possibilitava uma natural transposição do repertório para nossas possibilidades e limites. O fato, também, de trabalharmos no mesmo espaço facilitou este encontro”.

Tendo o gosto pela canção popular em comum, Alexandre (violão folk, ukululê, guitarrón, voz e composições), Pablo (violão, teclado, voz e composições) e Suelena (teclado e voz) são professores de música do Projeto Prelúdio e do Curso Técnico em Instrumento Musical, ambos do Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Câmpus Porto Alegre.




10.07.2012

 Milonga tri-linda-platina de Pablo Grijot




9.23.2012



Encontro de cancionistas e músicos de Uruguai, Argentina e Rio Grande do Sul.  Nos últimos tempos é cada vez mais claro o processo de integração que vem ocorrendo entre cancionistas do cone sul da América meridional. Compositores cantantes,  instrumentistas e produtores musicais que lidam com a tradição da música pampeana em diálogo com a música atual e que mostram a alma compartilhada da região junto à expressão do canto popular, harmonia e poesia crioula. Solidifica-se assim a permanência de certo canto de matriz popular, pampa revisitada, poesia grávida nascendo canção com um pé na tradição e outro na cultura pop.
 

p r o g r a m a ç ã o 


25 de setembro - Pablo Grinjot (Arg)
Canja no Sarau Elétrico no Bar Ocidente, 21h
R$10,00

25 de setembro - Dany Lopez (Ur)
Convidados: Filipe Narcizo e Lucas Kinoshita
Espaço Cultural 512, 22h
R$5,00

26 de setembro - debate no Solar dos Câmara
10h às 12h – ColaborAtivismo 
Breve relato de Dany Lopez (Compositor, músico e produtor uruguaio), Pablo Grinjot (Compositor e músico argentino), Santiago Neto (Músico e diretor do IEM RS) e Richard Serraria (Músico gaúcho)

14h às 17h
Integração musical no Mercosul: desafios
Juarez Fonseca (Jornalista), Carlos Hahn (Zoom RS), Fábio Godoh (Ipanema FM, Programa Circo Beat), Fernando Rosa (El mapa de todos), Coletivo Catarse (Ponto de Mídia Livre)

26 de setembro - Dany Lopez (Ur)
Casa de Cultura Mário Quintana, 12:30h
Projeto Quindim do Quintana
Participação especial: Angelo Primon 

26 de setembro - Pablo Grinjot (Arg)
Espaço Cultural 512, 22h
R$5,00
Convidados: Richard Serraria, Zelito, etc

27 de setembro - Pablo Grinjot (Arg)
Casa de Cultura Mário Quintana, 12:30h 
Projeto Quindim do Quintana
Convidado: Lucas Kinoshita

28 de setembro - Teatro de Arena, 20h
Pablo Grinjot  (Arg)
Abertura: Richard Serraria & Lucas Kinoshita
Convidados: Nicolás Falcoff (Arg), Samantha Navarro (Ur), Zelito, Angelo Primon
R$20,00

29 de setembro - Teatro de Arena, 20h
Dany Lopez (Ur)
Abertura: Angelo Primon 
Convidados: Marcelo Delacroix, Samantha Navarro Filipe Narcizo e Lucas Kinoshita
R$20,00 

30 de setembro - Teatro de Arena, 20h
Samantha Navarro (Ur) e Nicolás Falcoff (Arg)
Abertura: Mário Falcão e Alexandre Vieira
Convidados: Richard Serraria e Lucas Kinoshita
R$20,00 

02 de outubro - Nicolás Falcoff (Arg)
Casa de Cultura Mário Quintana, 12:30h
Projeto Quindim do Quintana
Grátis
Convidado: Alexandre Vieira e Mário Falcão

02 de outubro - Samantha Navarro (Ur)
Canja no Sarau Elétrico do Bar Ocidente, 21h
R$10,00 

02 de outubro - Nicolás Falcoff (Arg)
Espaço Cultural 512, 22h
R$5,00

03 de outubro - Samantha Navarro (Ur)
Casa de Cultura Mário Quintana, 12:30h
Projeto Quindim do Quintana
Grátis
Convidado:  Richard Serraria

03 de outubro - Samantha Navarro (Ur)
Espaço Cultural 512, 22h
R$5,00
Convidado: Richard Serraria

Realização: Tarrafa Produções
   
Apoio: Espaço Cultural 512, Sarau Elétrico, Tamborearte Produções, Toar Produções, Deputada Ana Affonso (Assembléia Legislativa RS), SEDAC, IEM, CCMQ, Teatro de Arena, Coletivo Catarse e Ponto de Cultura Ventre Livre




8.20.2012

ALÉM MAR EM MIM - Alexandre Vieira e Carlos Patrício

  Além Mar em Mim by chacarerablues

Mais uma parceria minha (música) com o Carlos Patrício (letra). Canção dedicada a Juliana Campos Lobo, querida amiga, que atualmente vive além mar (Portugal). Nesta versão temos a interpretação vocal Pabo Lanzoni e Suelena Borges, novos parceiros e apoiadores desta recente safra. 


tudo que começa
quando desembesta
não tem fim

quando o mundo gira
tudo muda e vira
sobre mim

toda dança muda
e o tempo da mudança
que há de vir

tudo desemboca
numa pororoca
bem aqui

eu não sei porquê

tudo mudou assim
vou procurar
o além mar em mim
sei
que vou achar
vou navegar
e navegando nos confins do mar
eu vou buscando
vou tentando
quero todo querer

vou refazer
planos e mais planos e viver . . .

se o enredo cega
e todo desenredo
nega o sim
não tem sim

quando a fila anda
tudo em mim desanda
dói assim
é bem assim

eu não sei porquê
tudo mudou assim
vou procurar
o além mar em mim
sei
que vou achar
vou navegar
e navegando nos confins do mar
eu vou buscando
vasculhando
quero tudo sentir
vou encarar
tudo que ainda há por vir

tudo que começa
quando desembesta
não tem fim
não tem mais fim

toda dança muda
e o tempo da mudança
que há de vir
e há de vir

eu não sei porquê
tudo mudou assim
vou procurar
o além mar em mim
sei
que vou achar
vou navegar
e navegando nos confins do mar
eu vou buscando
refazendo
deixa tudo mudar
vou revirar
céus e terras navegar . . .

8.14.2012

mais miragem



Ensaio (29/05/2012) com Mário Falcão para o show Investigação da Possibilidade. A canção Miragem faz parte de uma nova safra de composições, onde reencontro antigos parceiros como Carlos Patrício (autor da letra de Miragem) e Mário Falcão, e outros novos, como Sebastián Jantos e Richard Serraria.

5.30.2012

PARADOURO


Paradouro. Música de Mario Falcão e letra de Raul Boeira. Mário e eu ensaiando lá em casa para tocar dia 02/06/2012, no "Investigação da Possibilidade", ao lado do Zé da Terreira, 20h30, no Auditório do MEME (R. Lopo Gonçalves, 176, Cidade Baixa, Porto Alegre/RS)


12.26.2011

Entrevista concedida à jornalista Ana Laura Freitas, em 13 de dezembro de 2011, para o programa Música em Pessoa - sons, palavras e idéias de quem já passou pelo Instituto de Artes da UFRGS, da Rádio da Univiersidade Federal do Rio Grande do Sul, 1080 AM.

11.27.2011

   Demência - com Alexandre Vieira, Karine Cunha e Mário Falcão by chacarerablues


Alexandre Vieira, Karine Cunha e Mario Falcão cantam ao vivo Demência, de Alexandre Vieira e Carlos Patrício. Novembro de 2005, Rádio da UFRGS. Para ver e ouvir mais visite www.myspace.com/chacarerablues

6.06.2010

Maria Helena e Alfredo a cinquenta e cinco anos atrás


Janaína e Alexandre a cinco anos atrás

5.23.2010

Mais Jantos

 
Final do Show do Arena (Jugo de Mango e batucada)

Sebastián Jantos, Ian Ramil e eu ensaiando no camarim para o show do Teatro de Câmara. Cena que não foi para o palco porque esqueci (!) que tinha que tocar a música. Inda bem que Rossana registrou!!!

5.17.2010

jugo de mango



Eu, Sebastián Jantos e Mário Flacão ensaiando Jugo de Mango para os shows do Teatro de Arena (18/05/2010, 20h) e Teatro de Câmara Túlio Piva (20/05/2010, 20h)

5.04.2010

En un repique con vos


Porto Alegre terá o privilégio de receber, neste maio, o músico uruguaio Sebastian Jantos, que estará ministrando uma Oficina de Candombe e apresentando show solo no Teatro de Arena.


Oficina:
Local: Teatro de Arena (Altos do viaduto da Borges de Medeiros - Centro - Poa)
Dia 11 de maio (manhã e tarde)

Horários: das 9h30min até 12h / das 14h até 16h30min

Dia 18 de maio (apenas tarde)

Horário: das 14h até 16h30min

Preço: R$ 10,00 por turno (valor total: R$ 30,00).

OBS:

- Quem paga três turnos da oficina (R$ 30,00), ganha ingresso para o show do dia 18/5.

- Quem paga dois turnos da oficina (R$ 20,00), ganha desconto de R$ 5,00.

Inscrições pelo telefone 9337.4608, com Ana Campo.

Show:
Teatro de Arena, 18 de maio, às 20h.

Preço do ingresso (apenas show): R$ 10,00

3.19.2010

Com minha guitarra e só.

Dia 09 (nove, não dezesseis como publicado antes!) de abril (sexta) na Palavraria (Vasco da Gama, 165), 19h , vou tocar umas coisas que alguns conhecem, outras que poucos conhecem e outras ainda que ninguém conhece. Por quê? Poderia dizer que é para comemorar os cinco anos do Chacarera Blues. Poderia dizer que é para festejar meu 45 aniversário. Também poderia ser porque estou em fase de pré-produção de um novo CD e/ou tenho umas músicas novas que quero testar em público. Outra desculpa poderia ser o incentivo que estou recebendo de alguns amigos para mostrar minhas músicas, principalmente o Sebastián Jantos, músico e compositor uruguaio que colaborou em algumas das novas gravações que estou produzindo. Provavelmente vou colocar tudo isto e um pouco mais no relize. Mas quer saber de uma coisa? Não faço idéia porque vou tocar lá. Só sei dizer que sinto um impulso maior que minha preguiça e medo para tocar e cantar minhas canções bissextas. E vou fazer isto sozinho.

2.28.2010

Texto bacana do Roberto Blum,
contrário à pena de morte



Congresso Mundial Contra a Pena de Morte

A decisão de por fim a uma vida humana como forma ressarcimento por um grave desrespeito cometido contra as leis da sociedade civil ainda é realidade em alguns países. Esta forma de punição, no entanto, é combatida pelos defensores dos direitos humanos por infringir artigos-chave da Declaração Universal dos Direitos Humanos como o direito à vida e a proibição ao uso de tratamentos e penas cruéis, desumanos ou degradantes. Este tema polêmico será abordado durante o 4.o Congresso Mundial Contra a Pena de Morte, que ocorrerá em Genebra em Fevereiro de 2010.

A pena de morte no Brasil

O código penal brasileiro é, neste sentido, favorável aos direitos humanos. O Brasil foi o segundo país das Américas a abolir este tipo de condenação para crimes civis em 1876, duas décadas após a Costa Rica. Além disso, o sistema penal brasileiro prevê, hoje, a pena máxima de 30 anos de reclusão. A última execução perpetrada no Brasil foi a de José Pereira de Sousa, condenado pelo júri de Santa Luzia, estado de Goiás, e enforcado no ano de 1861.
Até os últimos anos do Império [1822-1889], o júri continuou a condenar pessoas à morte, ainda que, a partir do ano de 1876, o imperador comutasse todas as sentenças de punição capital, tanto de homens livres como de escravos. Todavia, a prática só foi expressamente abolida para crimes comuns após a Proclamação da República [1889].
A Constituição outorgada em 1937 por Getúlio Vargas, admitiu a possibilidade de se instituir, por lei, a pena de morte para outros crimes além de militares cometidos em tempos de guerra. Não obstante uma que outra condenação à morte, como a do escritor Gerardo Melo Mourão, em 1942, acusado de estar envolvido em atividades de espionagem para o Eixo, não há registros de que tenha havido qualquer execução.

Durante o regime militar, a Lei de Segurança Nacional, decretada em 1969 estabeleceu a pena capital para vários crimes de natureza política, quando deles resultasse morte. Alguns militantes da esquerda armada até foram condenados à morte, mas suas penas foram comutadas pelo Superior Tribunal Militar em prisão perpétua. Não houve assim qualquer execução legal, mas, como se sabe, mais de trezentos militantes foram assassinados antes mesmo de terem a oportunidade de serem julgados.

A pena de morte foi abolida para todos os crimes não-militares na Constituição de 1988 [atual]. Atualmente, é prevista para crimes militares, somente em tempos de guerra. O Brasil é o único país de língua portuguesa que prevê a pena de morte na Constituição e, desde 1996, é membro do Protocolo da Convenção Americana de Direitos Humanos para a Abolição da Pena de Morte.

Sociedade e mídia

Uma pesquisa do Datafolha sobre a pena de morte aponta que 47% dos brasileiros são a favor desse tipo de punição, segundo publicado pelo jornal A Folha de São Paulo em 2008. O índice demonstra uma queda de oito pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado em 2007.

A pesquisa também revela que o apoio à execução de criminosos pode ser circunstancial e emotivo. Após o assassinato do menino João Hélio, de 6 anos, no Rio de Janeiro (RJ), 55% dos entrevistados mostraram-se favoráveis à pena capital. Já no levantamento realizado em 2008, somente 47% disseram que votariam a favor da adoção da pena. Em contrapartida, o número de pessoas contra esse tipo de medida representou 46% dos entrevistados (contra 40% do levantamento de 2007).

O Caso João Hélio foi o crime ocorrido em 2007, quando João Hélio Fernandes Vieites foi assassinado quando o carro em que ele estava com a mãe foi assaltado e os assaltantes arrastaram o menino preso ao cinto de segurança pelo lado de fora do veículo. João Hélio tinha seis anos de idade quando foi vítima da violência na cidade do Rio de Janeiro. O garoto ficou conhecido em todo o Brasil no dia 8 de fevereiro, após sua morte traumática na noite do dia anterior.

Já a grande mídia parece ser favorável à instauração da pena de morte. O jornalista e escritor ítalo-brasileiro Mino Carta interpretou o fato de a grande mídia ter dado pouca ênfase para a moratória da pena de morte aprovada em 18 de dezembro de 2007 pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas como uma tentativa de manipulação da opinião pública a favor do tema. No entanto, a mídia vem noticiando a abolição da pena de morte em Nova Jérsei e no Uzbequistão.

Conclusão

A prática da pena de morte é, para certas sociedades e até mesmo para a comunidade internacional, um dos grandes dilemas historicamente debatidos e aos quais não se chegou a um consenso absoluto. Assim, países desenvolvidos ou emergentes como Estados Unidos, China, Coréia do Sul e Índia ainda praticam a pena de morte para crimes comuns. E em outros países, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã e Uganda, praticam ou estudam adotar a pena de morte como punição contra o homossexualismo.

No caso brasileiro, o alto índice de apoio por parte da sociedade a este tipo de condenação certamente é conseqüência do exorbitante número de homicídios e crimes hediondos ocorridos diariamente e amplamente divulgados pelos grandes meios de comunicações, como é o caso do assassinato do menino João Hélio.

Assim, a melhoria das condições sociais das classes marginalizadas e o combate à violência urbana estão entre os grandes desafios dos governantes brasileiros para as próximas décadas. No entanto, a questão da origem da violência não está entre os principais temas debatidos pela classe política e, com freqüência, as elites retomam expressões saudosistas aos velhos tempos da ditadura, onde a repressão matinha a criminalidade a níveis aceitáveis.

Não há dúvidas de que o Brasil necessita uma reforma judiciária e penal em conjunto com as ações sociais que vem sendo desenvolvidas pela atual gestão. Problemas como a superlotação e as más condições dos presídios, a permanência de detentos na liderança de redes criminosas através de dispositivos de comunicação, ocorrência fugas e o baixo índice de cumprimento de sentenças geram uma percepção de impunidade em meio à sociedade. Problemas como esses devem ser tratados com urgência e a violência combatida em uma perspectiva de longo prazo. Entretanto, os brasileiros precisam definitivamente dizer não à pena de morte. Sua implantação não atacará a raiz dos problemas da complexa estrutura social brasileira. Como dizia Bob Dylan, "quantas mortes ainda serão necessárias para que se saiba que já se matou demais?".

Roberto Blum

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